terça-feira, dezembro 27, 2011

Presença do Latim Hoje


A sinalização da estação de metro de Wallsend, na Inglaterra, está em inglês e em latim como um tributo ao papel de Wallsend como um dos postos avançados do império romano.

domingo, dezembro 25, 2011

Inscrição do Arco de Constantino


IMP(ERATORI) CAES(ARI) FL(AVIO) CONSTANTINO MAXIMO
P(IO) F(ELICI) AVGVSTO S(ENATVS) P(OPVLVS) Q(VE) R(OMANVS)
QVOD INSTINCTV DIVINITATIS MENTIS
MAGNITVDINE CVM EXERCITV SVO
TAM DE TYRANNO QVAM DE OMNI EIVS
FACTIONE VNO TEMPORE IVSTIS
REM PVBLICAM VLTVS EST ARMIS
ARCVM TRIVMPHIS INSIGNEM DICAVIT



Tradução: Ao pio, feliz e augusto imperador César Flávio
Constantino, o Grande, dedicou o Senado e o Povo de Roma este arco
em sinal do seu triunfo, porque sob inspiração da Divindade e pela
grandeza do seu espírito, vingou de um só golpe, com o seu exército e
com armas justas, o Estado, tanto sobre o usurpador, como sobre toda
a sua facção.


In Boletim de Estudos Clássicos n.º 44

quinta-feira, outubro 27, 2011

Presença do Latim na Imprensa



Imagem extraída de MARTINS, Isaltina e SOARES, João. (1996). Latim 3. Coimbra: Almedina.

O Latim na Língua e na Cultura Portuguesa

Importante será dizer que o latim é uma língua antiga, uma língua clássica, que continua presente e convive connosco diariamente. Desde quando?


Nos finais do século III a.C., os Romanos invadem a Península Ibérica com o objetivo de derrotar os Cartagineses que se tinham instalado no sul desta região. Após a vitória, Roma avança para a conquista do restante território peninsular, mas os povos locais vão oferecer uma forte resistência que vai demorar dois séculos.


A ocupação do território vai mudar por completo a vida dos habitantes peninsulares e, ainda hoje, muitos são os vestígios da influência romana entre nós, a começar pela língua. É também durante o período de domínio romano que o Cristianismo é introduzido na Península Ibérica.


-Texto de reflexão sobre a presença de expressões latinas na língua portuguesa:


A priori não tenho qualquer opinião sobre o latim. Dizem-me que é uma língua sui generis e que, latu senso, se aparenta ao italiano. Na verdade, só a posteriori poderei ter uma opinião formada, depois de conhecer a língua e o modus vivendi de quem a falou.

FREIRE, Teresa, MARTINS, Isaltina, (2004),

Noua Itinera. 10.º ou 11.º anos. Porto: Asa.









quarta-feira, outubro 26, 2011

Textos para reflexão II

TEXTO 3

“[...] In illo tempore, isto é no tempo em que os Romanos ocupavam a Península Hispânica, o latim era a língua oficial de todos os nossos antepassados. O tempora, o mores!
Depois da saída dos Romanos, a língua latina evoluiu, dando origem às línguas românicas. Aqui, na Península, distinguem-se o Português e o Castelho (e também o Catalão e o Galego). Noutras regiões do Império, o latim está na base do Francês, do Romeno e do Italiano.
Daí a semelhança entre todas estas línguas, como podemos observar em alguns exemplos:
português: mar; latim: mare; italiano: mare; francês: mer; castelhano: mar.
Com o Cristianismo, o Latim continuou a ser a língua da Igreja, que procurou conformar o léxico latino às exigências da sua doutrina, dando a vocábulos clássicos novos sentidos, introduzindo outros, adaptando do grego, etc. Assim a língua latina se enriquece, ganha novos valores semânticos, simplifica-se tornando a estrutura escrita muito mais perto da oral, para mais facilmente se chegar às classes menos letradas.
Durante a Idade Média, o latim continuou a ser usado em Portugal em documentos oficiais, com algumas deturpações em relação ao latim clássico, adaptando-se a novas situações, a uma linguagem própria dos documentos em questão. É o chamado, por isso mesmo, latim tabeliónico.
Com o Renascimento e o Humanismo, dá-se um grande ressurgimento da língua latina. Os Humanistas dedicam-se ao estudo dos grandes autores clássicos latinos e procuram imitar-lhes o estilo, em obras dos mais variados géneros, da poesia à prosa, da oratória à poesia lírica, da história ao género trágico. Por sua vez, a língua portuguesa enriquece-se com novos termos, formados de um latim mais clássico e aptos a designar o universo cultural da época. São os termos eruditos que se introduzem no português, procurando, por vezes, o sentido clássico para vocábulos que o latim vulgar tinha adaptado a realidades mais práticas.
É assim que do mesmo étimo latino, nos aparece ao lado de cadeira, cátedra; ao lado de mancha, mácula; alhear e alienar; cheio e pleno, etc., as primeiras vindas por via oral e popular, sujeitas por isso a maiores transformações; as segundas por via erudita, através do texto escrito.
Ao longo dos tempos, o latim tem continuado a ser a língua de referência para a formação de neologismos relacionados com as áreas técnicas e científicas, e até o bem moderno computador, que teve a sua origem na língua inglesa, é, afinal, derivado do latim computare 'contar' (o computador era aquele que fazia cálculos – o homem – e passou a designar o agente mecânico que, entre outras coisas, faz cálculos – a máquina).
Mas, como a língua é o veículo de uma cultura, a cultura Romana, tão enraizada em toda a moderna cultura ocidental, faz com que vocábulos e expressões latinas sejam de uso comum em português (tal como noutras línguas). Deste modo, o latim não será nunca uma língua morta, antes uma língua que não é falada, mas que aparece, a todo o momento, no nosso dia-a-dia.
Por isso, ouvimos dizer que uma reunião foi adiada sine die, que foi constituída uma comissão ad hoc para tratar determinado assunto, que aquela questão gerou um qui pro quo que deixou todos bem dispostos, que um lapsus linguae deixou o deputado embaraçado, que todo aquele discurso era apenas um pro forma, etc., etc.
É, também, o latim do nosso dia-a-dia que nos leva a enviar o curriculum vitae quando pretendemos concorrer a um emprego, ou a arranjar um alibi para nos livramos de determinada acusação.
Podemos então afirmar que o latim é uma língua morta?!
No comércio ou na cultura não faltam os empréstimos latinos, quer nos nomes das empresas, quer nos lemas publicitários, nas “bandeiras” das universidades ou nas editoras livreiras, etc.
Os Romanos deixaram-nos, na realidade, uma herança cultural que convive conosco diariamente nas mais variadas situações.

Texto extraído de MARTINS, Isaltina & FREIRE,
M.ª Teresa (2004). Noua Itinera10.º ano. Porto: Edições Asa.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Textos para reflexão I

Hoje, os poucos alunos que iniciam o estudo do Latim questionam-se sobre a sua finalidade. E por isso, coloco aqui dois textos importantes para reflexão:

TEXTO 1

“[...] Uma primeira pergunta podemos fazer desde já: porquê aprender latim?
A aprendizagem de uma segunda língua costuma fazer-se com o propósito de adquirir um instrumento de utilização prática (adquire-se a língua de um país para conversar com os seus habitantes, pedirmos e entendermos informações, etc.), um instrumento inclusive de valorização profissional, pois muitas profissões implicam relações, orais ou escritas, com países estrangeiros.
Não será essa a finalidade com que se vai aprender Latim. Se, como dissemos no prefácio, o Latim é a forma antiga de diversas línguas modernas, como o Português, o Italiano, etc., a verdade é que essa forma antiga existe apenas conservada nos textos, sob forma escrita, e não é utilizada por nenhuma comunidade actual para fins de comunicação oral nas necessidades do dia a dia. Insistimos: com que finalidade se estuda então o Latim?
A resposta é simples: a finalidade com que se estuda Latim é uma finalidade de ordem exclusivamente cultural, afirmação que se deve entander em vários sentidos.
Por um lado é um facto que toda e qualquer língua, antiga ou moderna, é um quadro intelectual a partir do qual o Homem interpreta o mundo à sua volta. Quer isto dizer que todas as relações com o «mundo» se processam a partir da capacidade da linguagem. Só por ingenuidade se pode imaginar que o mundo é o mesmo para um português, um francês ou um alemão. Pensemos num caso simples, como é o facto de nestas três línguas os substantivos serem classificados segundo o género gramatical. Sucede que enquanto para o português e o francês o Sol é masculino e a Lua é feminino, já para o alemão o Sol é feminino e a Lua masculino. Temos assim em confronto duas visões do mundo, nenhuma delas superior à outra, somente ambas diferentes.
Exemplos como este poderiam multiplicar-se sempre com o mesmo resultado: cada língua é uma forma diferente de interpretar a realidade. Assim, a aprendizagem de uma língua, seja qual for, é sempre um enriquecimento intelectual, pois graças aos conhecimentos linguísticos adquiridos vai-se robustecendo a consciência da nossa peculiar visão das coisas através da comparação com outras visões possíveis. [...]”

Texto de J.A. Segurado e Campos, in SALEMA, ANA I. e
COSTA, ROSA M. (1997). Romae Romani 10º ano, Lisboa: Texto Editora.



TEXTO 2

“[...] o latim representa mais de dois mil anos de cultura. Desde o século V a.C. Até ao século XVII foi em latim que o mundo ocidental produziu grande parte da sua ciência, história, arte, filosofia e religião.
Mesmo nos nossos dias a cultura greco-latina continua a marcar o nosso ritmo e está na origem da nossa língua e de muitos dos nossos costumes. Estudamos latim para melhor nos conhecermos, para entender melhor o mundo que nos rodeia.”

Texto extraído de OLIVEIRA, João Filipe & JOAQUIM,
António Esteves. (2004). Signum Signi 10.º ano. Porto: Porto Editora

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Construindo um Império - Grécia

Construindo um Império - Roma IX

Construindo um Império - Roma VIII

Construindo um Império - Roma VII

Construindo um Império - Roma VI

Construindo um Império - Roma V

Construindo um Império - Roma IV

Construindo um Império - Roma III

Construindo um Império - Roma II

Construindo um Império - Roma I

Construindo um Império - Roma

Os conflitos religiosos

Mitos do Cristianismo

As Religiões II

As Religiões I

As Religiões na Europa em 1600

Língua Latina: adjetivos de 1.ª classe

Apresenta-se um breve texto poético, que me parece adequado para o estudo dos adjetivos da 1.ª classe e na unidade 1- Os mitos Greco-Latinos...