quarta-feira, novembro 21, 2012

ORFEU E EURÍDICE

Desço aos Infernos sem nenhuma esperança.
O que morreu no coração dos deuses
nunca mais ressuscita.
Pode animá-lo o fogo da paixão;
do outro lado da desilusão
o próprio morto já não acredita.

Eurídice não volta a ser na terra
o que foi algum dia.
O seu nome, que o sol não alumia,
é o cansaço divino a dormitar.
Toda a corte do céu deixou de amar
 não só os poetas, mas a poesia.

(Miguel Torga, Diário VI, p.122)

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