segunda-feira, novembro 16, 2009

Tradução: 178. Europa

"Zeus e Europa", de Alexandru Radvan (2004)



A tradução da narrativa mítica de Europa:

1. Europa, filha de Argíope e Agenor, [era] Sidonia. Júpiter, transformado em touro, levou-a de Sídon para Creta, e dela gerou Minos, Sarpédon e Radamante. 

2. O pai Agenor enviou os seus filhos para trazerem a irmã, ou eles próprios não voltariam à sua presença. 

3. A Fénix partiu para África e aí permaneceu; a partir desse momento os Africanos foram chamados Púnicos. Cílice deu o seu nome à Cilícia. 

4. Cadmo, como andasse sem destino, chegou a Delfos; aí recebeu uma resposta [de um oráculo], para que comprasse uma vaca (ou um boi) a uns pastores que tivesse uma marca da lua no dorso, e adiante o levasse consigo; onde se deitasse, o seu destino era aí fundar uma cidade [fortificada] e aí reinar.

5. Ouvido o oráculo, Cadmo cumpriria as profecias e procurava a água, chegou à fonte Castália, que o dragão filho de Marte guardava. Como aquele matasse os companheiros de Cadmo foi morto por Cadmo com uma pedra, e segundo (ou sob) as orientações de Minerva, semeou e arou os dentes dele, donde nasceram os Espartos. 

6. Eles lutaram entre si. Destes sobreviveram cinco, isto é: Ctónio, Udeo, Hiperenor, Peloro e Équion. Ora, [a região] foi chamada Beócia a partir do boi que o seguira.


Texto latino: Hyginus, Fabulae


















1. Europa Argiopes et Agenores filia Sidonia. Hanc Iuppiter in taurum conuersus a Sidone Cretam transportauit et ex ea procreauit Minoem Sarpedonem Rhadamanthum. 

2. Huius pater Agenor suos filios misit ut sororem reducerent aut ipsi in suum conspectum non redirent.

3. Phoenix in Africam est profectus, ibique remansit; inde Afri Poeni sunt apellati. Cilix suo nomine Ciliciae nomen indidit. 

4. Cadmus cum erraret, Delphos deuenit; ibi responsum accepit ut a pastoribus bouem emeret qui lunae signum in latere haberet, eumque ante se ageret; ubi decubuisset, ibi fatum esse eum oppidum condere et ibi regnare. 

5. Cadmus sorte audita imperata perfecisset et aquam quaereret, ad fontem Castalium uenit, quem draco Martis filius custodiebat. Qui cum socios Cadmi interfecisset a Cadmo lapide est interfectus, dentesque eius Minerua monstrante sparsit et arauit, unde Spartoe sunt enati. 

6. Qui inter se pugnarunt. Ex quibus quinque superfuerunt, id est Chthonius Vdaeus Hyperenor Pelorus et Echion. Ex boue autem quem secutus fuerat Boeotia est appellata.

                                                                                                                 Hyginus, Fabulae, CLXXVIII

Fonte: lateinlex.de

Literatura Latina: Higino, Fabulas


Não se sabe decerto se Caio Júlio Higino (Caius Julius Higinus, 64 a.C.-17 d.C.), um liberto de Augusto é o mesmo Higino que escreveu um manual de mitologia, provavelmente antes de 207 d.C., as Fabulae.

É provável que seja um autor que tenha vivido durante a época de Trajano que tenha composto as 277 versões em forma de narrativa/conto lendário.

Assim, as fábulas são, no entanto, um manual sobre a mitologia agrupado em três secções:

1-Árvores geneológicas dos deuses e dos heróis;

2-Narrativas individuais (mitos);

3-Os índices ou recompilações em forma de lista.


Bibliografia: 
PRIETO, M.ª Helena Ureña, (2006), "Higino", Dicionário de Literatura Latina. Lisboa: Verbo, pp. 120-123.

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