domingo, dezembro 30, 2012

ANO NOVO

«At cur laeta tuis dicuntur uerba kalendis,
       et damus alternas accipimusque preces?»
Tum deus incumbens baculo, quem dextra gerebat.
        «Omina principiis» inquit «inesse solent»
Desierat Ianus, nec longa silentia feci,
        sed tetigi uerbis ultima uerba meis:
«Quid uult palma sibi rugosaque carica» dixi
       «et data sub niueo condita mella cado?»
«Omen» ait «causa est, ut res sapor ille sequator».


Ovídio, Fastos, I


TRADUÇÃO:


«Mas porque se dizem palavras alegres nas tuas calendas e damos e recebemos votos mútuos?»
  Então o deus, apoiando-se no cajado que segurava com a direita, disse: «Os sinais costumam apresentar-se nos princípios».
   Mal tinha acabado Jano, não guardei grandes silêncios, mas toquei com as minhas palavras as suas últimas palavras: «Que quer dizer a tâmara e as passas rugosas, e a água de mel dada em jarro branco?». «Um sinal» disse «é a causa, para que o futuro tenha esse sabor».



quarta-feira, dezembro 12, 2012

Os cosméticos na Roma Antiga

Artigo na revista National Geographic
( extraído daqui: http://www.facebook.com/pages/Historia-National-Geographic/117998938212043 )



Gladiadores



Fragmento de Mosaico, representa um retiarius atacar seu adversário Secutor já abatido, este apresenta-se com um punhal. Esta cena é representada num mosaico proveniente da Villa Borghese (Roma, Itália). (Datado de 320 d.C.)



Mosaico romano representando uma luta entre gladiadores. O mosaico apresenta a particularidade de referir os nomes dos gladiadores facto que aponta a importância dos mesmos na sociedade romana.


Datado do século IV
Museu: Museo Arqueológico Nacional (Madrid, Espanha)



Parte do mosaico com gladiadores proveniente da cidade romana de Leptis Magna (Zliten,Líbia) Datado do seculo II d.C.


Apresenta (da esquerda para a direita) um thraex lutando com um murmillo , um hoplomachus em pé com outro murmillo (que está sinalizar a sua derrota ao árbitro).


Fragmento de um mosaico de luta entre Gladiadores procedente da Villa Borghese em Roma, Itália.

A inscrição no mosaico (CIL VI 10296 = Ae 1991, 78):

Licentiosus / [------] / / Purpureus / Entinus / Baccibus / / Astacius / / Astacius / Astivus ∅ [= Obitus] Iaculator / / / / [------] / Rodan [---] ∅ / / Melitio / / Talamonius / Aureus ∅ / / Cupido ∅ / Bellerefons / / [------] / Pampineus / / PI [---] / / Ário / / Eliacer / / Melea [ger (?) ] / [------] / / [---] nos vic (en) / / / Ex-aluno Mazicinus vic (en) / / Ideus r (e) t (iarius) / / Callimorfus / Mazicinus / / [ ---] nos vic (en) / Callimorfus / / Serpeneus / / sabatius



Mosaico da Casa dos Gladiadores em Kourion (Limassol, Chipre), trata-se de uma grande Villa romana contruida no século III-IV d.C..

Aqui pode-se observar o Gladiador Lytras a ser separado pelo arbitro Darios do seu adversário.

Imagens e texto extraídos de: http://www.facebook.com/portugal.romano

domingo, dezembro 02, 2012

Eurídice

Agora,
são as Fúrias
que me dilaceram.
O que de ti me deram
os deuses infernais,
não era teu.
Sombra de um sonho que já não vivias,
em vez de iluminar, enegrecias
o caminho de Orfeu.

E fitei-te nos olhos, luzes mortas.

Caronte abrira as portas
da minha perdição.
Todos os condenados,
libertados
no momento supremo do meu canto,
regressavam ao pranto                                        
da condenação.

E eu próprio ia arrastar

a minha pedra de desassossego.
E eu próprio ia ter sede
e fome, eternamente.
Eu próprio recebia,
no espírito e na carne,
o beijo enraivecido
das Iras,
que não perdoam a nenhum mortal
as divinas mentiras 
que o amor desmascara, por seu mal.

Miguel Torga, Orfeu Rebelde (pp.62-63)

Imagem: Camille Corot. (1861). Orfeu Guiando Eurídice desde os Infernos (http://www.taller54.com/orfeo.htm)

quarta-feira, novembro 21, 2012

ORFEU E EURÍDICE

Desço aos Infernos sem nenhuma esperança.
O que morreu no coração dos deuses
nunca mais ressuscita.
Pode animá-lo o fogo da paixão;
do outro lado da desilusão
o próprio morto já não acredita.

Eurídice não volta a ser na terra
o que foi algum dia.
O seu nome, que o sol não alumia,
é o cansaço divino a dormitar.
Toda a corte do céu deixou de amar
 não só os poetas, mas a poesia.

(Miguel Torga, Diário VI, p.122)

sexta-feira, outubro 05, 2012

Elogio de Vila Viçosa, de Manuel da Costa

VILA VIÇOSA

Est apud herbosos campos, quos perluit undis


Lusitanus Anas, castellum moenibus albis


Conspicuum. Villam laetam dixere coloni, 


Quod regio donis Cereris flauaeque Mineruae


Arboribus necnon Bacchaeo palmite felix


Perpetuos habeat flores aurasque salubres


Et liquidos fontes. Hinc est mihi dulcis origo,


Hic humiles tenuesque mei uixere parentes.


Hanc sibi dilectam sedem magis omnibus olim


Incoluere Duces, quibus urbs Brigantia paret.


Hic et opes, neruos bellorum, hic arma reponunt.


Et debellato quaesita ex hoste tropaea.




MARQUES, Susana. (2005). Dois Epitalâmios de Manuel da Costa (Séc. XVI). Introdução. Tradução. Notas e Comentários. Coimbra: FLUC. (vv.112-123)


TRADUÇÃO:



     Há entre os verdes campos que o luso Guadiana banha com as suas águas um castelo notável de brancas muralhas. Os que fundaram o lugar chamaram-lhe Vila Viçosa, porque a região, próspera nos dons de Ceres, nas árvores da loura Minerva e também na planta de Baco, tem flores continuadamente, ares saudáveis e fontes límpidas. Daqui é a minha doce origem; aqui viveram os meus humildes e pobres pais.
     Habitaram outrora este lugar, mais dilecto para eles que qualquer outro, os duques aos quais a cidade de Bragança obedece. Aqui estão as suas riquezas, nervo das guerras, aqui guardam as suas armas e os troféus arrebatados ao inimigo debelado.
PAÇO DUCAL


CASTELO

                                                                       
                                                                       CASTELO


                                                                      TAPADA REAL


Imagens extraídas de:

domingo, setembro 16, 2012

"TSF - Programa Mais Cedo ou Mais Tarde" - Aprender latim

Transcrição do registo áudio

TSF - Programa Mais Cedo ou Mais Tarde (emitido em 21 - 11 - 2008) - Aprender latim

     Isaltina Martins disse há instantes que existe a ideia, e, obviamente, penso, a maior parte dos nossos ouvintes também terá esse esterótipo, de que é muito difícil aprender latim. Nós fomos ... Estivemos um destes dias a conversar com alunos do 10.º e 11.º ano do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, e para, pelo menos uma surpresa minha, aquilo que a repórter Dalila Monteiro ouviu foi que os jovens estão a gostar ... Os alunos estão a gostar de ouvir ...        Estão a gostar de estudar o latim:
-Vale!
Para Laura, José, Rui, Estela, estudar latim é muito mais que aprender uma língua morta:
-Tem contribuído muito para o desenvolvimento do meu português, do meu vocabulário e mesmo do nível das funções sintácticas e do conhecimento da gramática portuguesa, porque para saber latim é preciso saber português a sério - fica uma ideia mais completa - por exemplo, a nível das palavras novas que passamos a saber: há muitas palavras em português que vêm directamente do latim, mas há palavras em português mais eruditas, que as pessoas normalmente não conhecem tão bem. Em latim temos mais facilidade em conhecer essas palavras ...
E como é que a Laura demonstra isso?
-"Escola" vem de um verbo que significa conhecer algo com devoção ... Saber algo com devoção ... Gostar de saber ... Ter gosto em saber ... E é sempre divertido porque nós agora associamos a escola a uma obrigação e não tanto a uma paixão. - ora voltamos ao passado - Era com paixão, como um ... um tempo de descanso em oposição ao tempo do trabalho ...
     Não só o latim ajuda a perceber o português como também confere à língua viva um sentido mais expansivo. José Rego diz que vai até aos domínios do mito  da História:
      -Sim, o latim tem-me ajudado a perceber a língua portuguesa e também tem desenvolvido a minha cultura sobre a antiguidade clássica. Aprendemos mitos, falamos sobre os mitos da antiguidade clássica, sobre os deuses deles. - e apenas só com um mês de aulas de latim - Já aprendi que o latim tem... Há palavras que têm muita semelhança com as palavras portuguesas...
      -Por exemplo?
     -Não só com palavras portuguesas mas também com palavras de outras línguas como o francês... têm parecenças com o inglês também, às vezes...
     Frases completas o José ainda não diz, mas o Rui, que já vai no segundo ano de latim, sim:
       -Rosa pulchra est significa a rosa é bela.
     Apesar de ser uma língua morta, o latim vive e revive nas construções gramaticais de várias línguas que Estela também tem aprendido:
      -Continua presente nas outras línguas que derivam dessa língua. Por exemplo, pai em latim é pater, que, por exemplo, no espanhol é padre, em francês é pére e no inglês é father.
       E mais, acrescentam estes alunos, o latim é como a matemática da língua portuguesa:
       -Salve!
     

FONTE: DIAS, Ana Paula & MILITÃO, Paulo. (2009). Falas Português. PLNM. Porto: Porto Editora (Disponível em: http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/imagens_fichas_produtos/plnm/FALAS-PORTUGUES-B2Guia-do-Professor.pdf)

domingo, agosto 26, 2012

       
      O Corpus Inscriptionum Latinarum (CIL) é uma compilação exaustiva das inscrições epigráficas latinas da antiguidade. O CIL inclui todos os tipos de inscrições latinas do Império Romano, organizadas geográfica e tematicamente. Para além disso, está escrito inteiramente em latim e continua a ser actualizado com novas edições e suplementos.
     Actualmente, o CIL consta de 17 volumes em 70 partes, abrangendo, aproximadamente, 180.000 (cento e oitenta mil) inscrições. O primeiro volume, dividido em duas secções, desde as inscrições mais antigas até ao fim da República Romana.
   Os volumes II ao XIV estão divididos geograficamente, seguindo a zona onde se encontraram as inscrições.
    O volume II, publicado em 1869, designado por Inscriptiones Hispaniae Latinae, é dedicado a todas as inscrições conhecidas da Península Ibérica.
        O XVII, por exemplo, dedica-se inteiramente aos miliários.
      Foi delineada a edição de um volume XVIII com o "Carmina Latina Epigraphica" e em 2004 foi publicado uIndex Numerum: Ein Findbuch Zum Corpus Inscriptionum Latinarum.
       As descrições incluem imagens da inscrição original, que se encontra disponível; e de desenhos que mostram as letras na sua posição e tamanho original, sendo também composto por uma leitura que desdobra as abreviaturas e procura reconstituir as partes perdidas, além de discutir as questões problemáticas.

domingo, agosto 05, 2012

Poesia de Catulo

Beijemo-nos, apenas...

Não. Beijemo-nos, apenas,
Nesta agonia da tarde.

Guarda
Para um momento melhor
Teu viril corpo trigueiro.

O meu desejo não arde;
E a convivência contigo
Modificou-me - sou outro...

A névoa da noite cai.

Já mal distingo a cor fulva
Dosa teus cabelos - És lindo!

A morte,
devia ser
Uma vaga fantasia!

Dá-me o teu braço: - não ponhas
Esse desmaio na voz.

Sim, beijemo-nos apenas,
Que mais precisamos nós?



CATULO, Carmina, Tradução de António Botto

Fonte: http://cseabra.utopia.com.br/poesia/poesias/0135.html

sexta-feira, julho 27, 2012

“Sátira” contra as mulheres, de Semónides de Amorgos


SEMÓNIDES DE AMORGOS
“Sátira” contra as mulheres

TRADUÇÃO

F. Rebelo Gonçalves


No princípio, fez Deus de várias naturezas o carácter das mulheres.
Uma mulher nasceu da porca de longas sedas. É aquela que tem uma casa onde só há lama e desordem; onde tudo se espalha no chão; onde ela própria engorda entre monturos, imunda de corpo e de vestuário.

Outra mulher teve origem na raposa velhaca. Mestra na astúcia, nada ignora do bem ou do mal. E é capaz de louvar e criticar as mesmas coisas, assim se distinguindo por gênio versátil.
Outra, ainda, foi gerada da cadela. E por isso lhe cabe – tal mãe, tal filha – a arte da ligeireza. Tudo quer ouvir e saber; a tudo lança olhares inquietos; anda sempre dum lado para outro; grita constantemente, até quando não vê ninguém. Nem o marido, com ameaças, logrará amansá-la, embora, irritado, lhe parta os dentes à pedrada. E tão pouco a amansará com branduras, embora esteja ao pé de estranhos. Jamais põe termo à vã gritaria.
E que dizer destoutra mulher? – Que os deuses do Olimpo, formando-a da terra, ao marido a deram como um ente embrutecido, que nem sequer compreende o mal e o bem. Só sabe comer. E pode vir um mau inverno, que, apesar do frio, ela não tem ânimo de se arrastar num banco para a lareira...
Aquela nasceu do mar. No seu espírito há sempre dois pensamentos. Passa um dia a rir, a folgar, dando ensejo a que um estranho, ao vê-la em casa, lhe diga como elogio: “Não há em todo o mundo mulher mais excelente, mais bela do que esta.” Mas logo ao outro dia, já não tem, por insuportável, quem de bom grado a olhe ou se lho aproxime; cheia de cólera, mostra-se inacessível qual cadela em redor dos filhos; e torna-se, com sua rudeza, desagradável a quem quer que seja. Numa palavra: assim como, no estio, muitas vezes o mar está calmo e inofensivo, para alegria dos marinheiros, e, pelo contrário, muitas outras vezes se embravece, agitado por ondas do grande fragor, assim tal mulher é inconstante, fazendo que o próprio marido se não acomode à sua índole.
Também da burra de cor plúmblea, vítima de maus tratos, descendeu uma mulher: a que, por necessidade e à força de ameaças, todos os trabalhos faz, embora a custo, tranqüilamente os suporta. Come, noite e dia, ora num esconso, ora à lareira. E não hesita em fazer seu amante o primeiro que a convide para os prazeres sensuais.
Por seu lado, a mulher da raça da doninha é funesta e miserável. Não possui qualquer beleza ou atrativo, qualquer encanto ou graça. Sôfrega da luxúria, causa nojo ao homem que lhe esteja próximo. Rouba e faz grande mal aos vizinhos. Além disso, quantas e quantas vezes devora vítimas que não foram aceites em sacrifício!
E aquela? – Provém da égua elegante, de longa crina, e recusa-se aos trabalhos servis, às tribulações. Não se dá ao incômodo de tocar na mó do moinho, de pegar na joeira, ou de varrer a casa. Evita estar junto do forno, para se livrar da fuligem.

E só faz por atrair a estima do marido quando a isso se vê forçada. Entretanto, chega a lavar-se duas vezes, quando não três, por dia, perfuma-se, e traz sempre penteada a longa e majestosa cabeleira. Sendo, pois, belo objeto de admiração para os outros homens, esta mulher só serve de desgraça ao marido: exceto se ele for um grande senhor, ou um rei, e até se orgulhar de tais predicados...
Da macaca, mais uma mulher fez Zeus, aos homens a dando como o pior dos infortúnios. Feiíssima de rosto, provoca, ao andar pela cidade, o riso de toda a gente. O seu pescoço é curto. Com dificuldade se move. Faltam-lhe as nádegas. Só tem pele sobre os ossos. Ai! infeliz do homem que nos braços tomar semelhante estafermo! Depois, é maliciosa em todos os pensamentos, e bem assim nas atitudes, à maneira dos símios, não lhe importando a zombaria. Nunca presta um benefício. Pelo contrário, fixa a sua atenção num propósito, e chega a meditar, um dia inteiro, no melhor modo de o tornar nocivo.
Finalmente, há a mulher da raça da abelha. Esta dá felicidade ao marido, e é a única não merecedora de censuras. A vida, sob a sua influência, de todo floresce e se avigora. Afeiçoada ao companheiro, que a ama, ao lado dele envelhece, produzindo bela geração de nome ilustre. Sobressai a todas as mulheres, envolta em graça divina. E, para mais, até nem gosta de reunir-se com outras, quando elas se entregam a conversas livres.
Vê-se, pois, que Zeus concedeu aos homens as mulheres desta natureza como as melhores e mais sensatas. Mas as outras, essas, por invenção do mesmo deus, são para eles flagelo eterno.
Zeus mal imenso fez com as mulheres. A tal ponto que ainda ao parecerem úteis aos maridos lhes dão desgraça.
Não pode o homem que vive com uma mulher ser feliz um só dia. Assim como não terá forças para repelir do lar a fome, essa inimiga que o não desampara, divindade malévola! E é sobretudo quando ele, na própria casa, mostra estar contente, por graça divina ou por favor dos homens, que a mulher, com censuras, o incita a discussões.
Além disso, em casa onde haja uma mulher, nunca se deve, de boa vontade, receber um estranho. Porque até a mui correta na aparência não deixa, em cortas ocasiões, de ser injuriosa. E, ao ficar o marido boquiaberto de espanto, rirão de mias um se ter iludido...
Não é raro, porém, que cada homem louve a sua mulher e critique as dos outros. Pobres de nós, que assim ignoramos o destino comum!
Repito: foi Zens o autor de tão grande mal. E desde que, um dia, morreram homens que uma mulher lançara em luta, rodeou esse mal de estorvos sem fim.


VIDE: T BergkLyrici Graeci de Poetae; edições separadas perto (1835), e especial por P Malusa (1900), com introdução, bibliografia e comentário.

sexta-feira, julho 20, 2012

Exame de Latim A: Critérios de Classificação (2.ª Fase)

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Exame de Latim A: 2.ª Fase (17/07/2012)

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sexta-feira, julho 13, 2012

Εἰδύλλια

Idílio XI, O Ciclope 

ΚΥΚΛΩΨ Κύπριδος ἐκ μεγάλας τό οἱ ἥπατι πᾶξε βέλεμνον.
Ἀλλὰ τὸ φάρμακον εὗρε, κατηζόμενος δ'ἐπὶ πέτρας
ὑψηλᾶς ἐς πόντον ὁρῶν ἄειδε τοιαῦτα·

" Ὦ λευκὰ Γαλάτεια, τί τὸν φιλέοντ' ἀποβάλληι,
λευκοτέρα πακτᾶς ποτιδεῖν, ἁπαλωτέρα ἀρνός,
μόσχω γαυροτέρα, φιαρωτέρα ὄμφακος ὠμᾶς,
φοιτῆις δ' αὖθ' οὕτως ὅκκα γλυκὺς ὕπνος ἔχηι με,
οἴχηι δ' εὐθὺς ἰοῖς' ὅκκα γλυκὺς ὕπνος ἀνῆι με,
φεύγεις δ' ὥσπερ ὄι"ς πολιὸν λύκον ἀθρήσασα;
 Ἠεράσθην μὲν ἔγωγε τεοῦς, κόρα, ἁνίκα πρᾶτον
ἧνθες ἐμᾶι σὺν ματρὶ θέλοις' ὑακίνθινα φύλλα
ἐξ ὄρεος δρέψασθαι, ἐγὼ δ' ὁδὸν ἁγεμόνευον.
Παύσασθαι δ', ἐσιδών τυ καὶ ὕστερον, οὐδέ τί παι νῦν
ἐκ τήνω δύναμαι· τὶν δ' οὐ μέλει, οὐ μὰ Δί', οὐδέν. "


Texto em versos, dialeto comum, baseado na edição de Legrand (1946). 

Referências: Ph.-E. Legrand, Bucoliques Grecs, t. I, Paris, Les Belles Lettres, 1946.

TRADUÇÃO
O canto de Polifemo
Foi um longo dardo que Cípris[1] cravou em seu fígado.
Mas o remédio ele o achou, sentando sobre altos
rochedos, e enquanto olhava o mar cantava assim:
"Por que repeles quem te ama, ó alva Galatéia,
mais alva de ser que a coalhada, mais macia que um cordeiro,
mais faceira que uma novilha, mais lustrosa que uva verde,
e te achegas assim quando o sono me domina
e te vais tão logo o doce sono me abandona,
fugindo como ovelha à vista de um lobo cinzento?
Eu me apaixonei por ti, menina, na primeira vez em que
vieste com minha mãe, que flores de jacinto colher
queria nas montanhas, e eu ia guiando o caminho.
Pôr fim a isso, após outras vezes ter-te visto, agora
não mais me é possível. Mas tu com nada te importas, por Zeus !"
Notas
  1. Epíteto de Afrodite, muito utilizado pelos poetas; trata-se de uma referência à ilha de Chipre, mítico local de nascimento da deusa.


     

     Texto e tradução extraídos de http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0139
    
     Imagem extraída de http://flaminiogualdoni.com/?p=6304

segunda-feira, junho 04, 2012

Etimologias Gregas com exercícios

Etimologias Griegas Modelo Didactico                                                                                            

terça-feira, maio 29, 2012

História da Vida Privada- Roma

Duby Historia de La Vida Privada Tomo 1 Taurus 1987                                                                                            

domingo, abril 08, 2012

quarta-feira, fevereiro 22, 2012


Vulcano, deus do fogo, era filho de Júpiter e de Juno. Como era negro e extremamente feio, Júpiter lançou-o para fora do céu. Logo depois foi cair na Ilha de Lemnos, quebrou uma perna e ficou coxo. Desposou Vénus, que não o pôde suportar, por causa da sua fealdade e lhe foi muitas vezes infiel. Fabricava raios para Júpiter, que com eles se tornou vitorioso na luta contra os Gigantes, que queriam apoderar-se do céu.

Vulcano tinha as suas forjas nas ilhas de Lemnos e Líparo e ainda no interior do monte Etna, na Sicília, onde trabalhavam os Ciclopes, seus oficiais, que tinham um só olho a meio da testa. Representa-se, geralmente, acompanhado por Vénus, como figura central.


Vulcano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-22].
Disponível na www: .

Presença do Latim na Publicidade


Do substantivo latino ignis, que significa 'fogo'




Do adjectivo latino niueus, -a, -um, que significa 'branco como a neve'

terça-feira, janeiro 31, 2012












O substantivo HABITUS (do latim 'hábito, costume') está presente em diversas áreas do mercado de trabalho desde o vestuário, um gabinete de estética, até a uma empresa de decoração e design.
Gresso (do latim gressus-particípio passado do verbo gredior 'reunir, aproximar')

sábado, janeiro 28, 2012


Domestus (neologismo formado a partir do radical latino do substantivo domus-'casa', mas também do verbo domare-'domesticar, domar')


Ájax, uma das personagens da mitologia grega, que se destacou na Guerra de Tróia e mais conhecido como Ájax, o Grande.

domingo, janeiro 22, 2012

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Língua Latina: adjetivos de 1.ª classe

Apresenta-se um breve texto poético, que me parece adequado para o estudo dos adjetivos da 1.ª classe e na unidade 1- Os mitos Greco-Latinos...