| Voltamos sempre ao local do crime e ao lugar do amor: um lugar quente que nos acolhe pela vida fora, pela vida dentro, queremos voltar: a cozinha do tamanho da casa, o fogão crepitava como lareira acesa todo o dia, a mesa ao centro e nós à volta correndo, aceitando o que nos davam, apanhando o que queríamos. Ah, os risos na cozinha, as vozes atarefadas, os braços das mulheres os filhos pequenos que andavam por ali, os filhos dos outros que entravam porque estava quente, havia comida e as brincadeiras eram uma carícia nas suas vidas: todos nos criávamos por ali, a cozinha criava-nos, um avental limpava-nos as mãos, a azáfama aquecia a alma, as correrias coravam-nos as faces e de nada tínhamos fome. Era um bulício que durava até à noite, a noite das mulheres acesas até altas horas. Dormíamos no doce afago dos pais, os outros onde a vida deixa. Amassava-se o pão no nosso sono. Todos nos criámos por ali: a cozinha era o lugar do amor: amassar o pão com a poesia. BRANCO, Rosa Alice. (2002). "Soletrar o dia". In Obra Poética. |
A expressão de Séneca (Epodos, VII, 8) traduz a ideia de que aprendemos quando ensinamos: Homines dum docent discunt (Id., Cartas a Lucílio, 7-8).
domingo, fevereiro 15, 2009
Poema: O Lugar do Amor
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