O texto que se apresenta é o poema "Urgentemente", de Eugénio de Andrade:
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar a alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o Amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade, Antologia Poética da Poesia Portuguesa
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