quinta-feira, dezembro 31, 2009

FELIZ ANO NOVO!



Anum Novum faustum felicem vobis omnibus exoptamus



A comemoração ocidental do Ano Novo tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1 de Janeiro como o Dia do Ano Novo em 46 a.C. 

Os Romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus das portas e das passagens. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715 – 672 a.C.), o sucessor de Rómulo (1.º rei de Roma). 

É um dos deuses mais antigo do panteão romano é representado simbolicamente por duas faces: uma voltada para trás (o passado) e outra voltada para a frente ( o futuro). 
No seu templo as portas eram abertas em tempo de guerra e fechadas em tempo de paz.

Nas versões de alguns mitógrafos, Jano teria construído uma cidade que deu origem à monte (ou colina) Janículo.


Fontes: 



Bibliografia:
GRIMAL, Pierre, (1999), "Jano", Dicionário da Mitologia Grega e Romana. Lisboa: Difel, pp.258-259.
SILVA, Armando Malheiro da, (2006), "Informação e Comunicação: as duas faces de Jano". PRISMA.COM, (2), 3-32. https://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/2134/1967

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Poema: Sem remédio!

Tudo o que sou não é mais do que abismo

Tudo o que sou não é mais do que abismo
Em que uma vaga luz
Com que sei que sou eu, e nisto cismo,
Obscura me conduz.

Um intervalo entre não-ser e ser
Feito de eu ter lugar
Como o pó, que se vê o vento erguer,
Vive de ele o mostrar.

                                                Fernando Pessoa, Poesias

Poema: Liberdade!

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, Poesias

Poema: D. Sebastião, Rei de Portugal

Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

Fernando Pessoa, Mensagem

segunda-feira, novembro 23, 2009

Poema: O dos Castelos


A Europa jaz, posta nos cotovelos:

De Oriente a Ocidente jaz, fitando,

E toldam-lhe românticos cabelos

Olhos negros lembrando.


O cotovelo esquerdo é recuado;

O direito é um ângulo disposto.

Aquele diz Itália onde é pousado;

Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,

O Ocidente, futuro do passado.


O rosto com que fita é Portugal.


Fernando Pessoa, Mensagem

segunda-feira, novembro 16, 2009

Tradução: 178. Europa

"Zeus e Europa", de Alexandru Radvan (2004)



A tradução da narrativa mítica de Europa:

1. Europa, filha de Argíope e Agenor, [era] Sidonia. Júpiter, transformado em touro, levou-a de Sídon para Creta, e dela gerou Minos, Sarpédon e Radamante. 

2. O pai Agenor enviou os seus filhos para trazerem a irmã, ou eles próprios não voltariam à sua presença. 

3. A Fénix partiu para África e aí permaneceu; a partir desse momento os Africanos foram chamados Púnicos. Cílice deu o seu nome à Cilícia. 

4. Cadmo, como andasse sem destino, chegou a Delfos; aí recebeu uma resposta [de um oráculo], para que comprasse uma vaca (ou um boi) a uns pastores que tivesse uma marca da lua no dorso, e adiante o levasse consigo; onde se deitasse, o seu destino era aí fundar uma cidade [fortificada] e aí reinar.

5. Ouvido o oráculo, Cadmo cumpriria as profecias e procurava a água, chegou à fonte Castália, que o dragão filho de Marte guardava. Como aquele matasse os companheiros de Cadmo foi morto por Cadmo com uma pedra, e segundo (ou sob) as orientações de Minerva, semeou e arou os dentes dele, donde nasceram os Espartos. 

6. Eles lutaram entre si. Destes sobreviveram cinco, isto é: Ctónio, Udeo, Hiperenor, Peloro e Équion. Ora, [a região] foi chamada Beócia a partir do boi que o seguira.


Texto latino: Hyginus, Fabulae


















1. Europa Argiopes et Agenores filia Sidonia. Hanc Iuppiter in taurum conuersus a Sidone Cretam transportauit et ex ea procreauit Minoem Sarpedonem Rhadamanthum. 

2. Huius pater Agenor suos filios misit ut sororem reducerent aut ipsi in suum conspectum non redirent.

3. Phoenix in Africam est profectus, ibique remansit; inde Afri Poeni sunt apellati. Cilix suo nomine Ciliciae nomen indidit. 

4. Cadmus cum erraret, Delphos deuenit; ibi responsum accepit ut a pastoribus bouem emeret qui lunae signum in latere haberet, eumque ante se ageret; ubi decubuisset, ibi fatum esse eum oppidum condere et ibi regnare. 

5. Cadmus sorte audita imperata perfecisset et aquam quaereret, ad fontem Castalium uenit, quem draco Martis filius custodiebat. Qui cum socios Cadmi interfecisset a Cadmo lapide est interfectus, dentesque eius Minerua monstrante sparsit et arauit, unde Spartoe sunt enati. 

6. Qui inter se pugnarunt. Ex quibus quinque superfuerunt, id est Chthonius Vdaeus Hyperenor Pelorus et Echion. Ex boue autem quem secutus fuerat Boeotia est appellata.

                                                                                                                 Hyginus, Fabulae, CLXXVIII

Fonte: lateinlex.de

Literatura Latina: Higino, Fabulas


Não se sabe decerto se Caio Júlio Higino (Caius Julius Higinus, 64 a.C.-17 d.C.), um liberto de Augusto é o mesmo Higino que escreveu um manual de mitologia, provavelmente antes de 207 d.C., as Fabulae.

É provável que seja um autor que tenha vivido durante a época de Trajano que tenha composto as 277 versões em forma de narrativa/conto lendário.

Assim, as fábulas são, no entanto, um manual sobre a mitologia agrupado em três secções:

1-Árvores geneológicas dos deuses e dos heróis;

2-Narrativas individuais (mitos);

3-Os índices ou recompilações em forma de lista.


Bibliografia: 
PRIETO, M.ª Helena Ureña, (2006), "Higino", Dicionário de Literatura Latina. Lisboa: Verbo, pp. 120-123.

sábado, novembro 14, 2009

Tradução do texto: C. Plínio ao seu amigo Sósio Senecião

Este ano trouxe-nos grande abundância de poetas. Em todo o mês de Abril quase nenhum dia houve em que alguém não lesse a sua produção. Sinto-me feliz, porque florescem estes estudos, porque desabrocham e aparecem à luz do dia as capacidades dos homens, embora se vá para as audições com uma certa relutância. Muitos ficam sentados nos locais de convívio e passam o tempo da audição em conversas, e, de vez em quando, pedem que se lhes diga se quem vai ler já entrou (...). Então, finalmente, e só então, entram sem pressas e com todo o vagar. E nem sequer ficam até ao fim, mas retiram-se antes do termo, uns disfarçadamente e pé ante pé, outros com todo à vontade e descaramento. (...)
Agora, quem não tem nada que fazer, embora convidado com muita antecedência e muitas vezes avisado, não vem, ou, se vem, queixa-se de ter perdido o dia, uma vez que não o perdeu.
Em contrapartida, por maioria de razão, são de louvar e aplaudir aqueles a quem esta indolência ou altivez dos ouvintes não afasta da paixão da escrita e da leitura. Adeus.

Tradução portuguesa, de Sandra M.ª Candeias, 
in Boletim de Estudos Clássicos

Correspondência: Recitationes

Plínio-o-Moço regozija-se com a grande abundância de produções poéticas, mas entristece-se por causa da indifernça do público em assistir às 'recitationes'.


C. PLINIVS SOSIO SENECIONI SVO S.

Magnum prouentum poetarum annus hic attulit; toto mense Aprili nullus feres dies, quo non recitaret aliquis. Iuuat me, quod uigent studia, proferunt se ingenia ominum et ostentant, tametsi ad audiendum pigre coitur. Plerique in stationibus sedent tempusque audiendi fabulis conterun ac subinde sibi nuntiari iubent, an iam recitator intrauerint (...); tunc demum ac tun quoque lente cunctanterque ueniunt; nec tamen permanent, sed ante finem recedunt, alii dissimulanter et furtim, alii simpliciter et libere. (...)
Nunc otiosissimus quisque multo ante rogatus et identidem admonitus aut non uenit aut, si uenit, queritur se diem, quia non perdiderit, perdidisse. Sed tanto magis laudandi probandique sunt, quos a scribendi recitandique studio haec auditorum uel desidia uel superbia non retardat. (...) Vale.
Ep. I, 13

Plínio, o Jovem


Caius Plinius Secundus (Caio Plínio Cecílio Segundo) ou, também, conhecido por Plínio - o - Moço, nascido na Gália Cisalpina (61/62 - 112 d.C.).

Foi educado pelo seu tio, Plínio - o - Antigo, um importante historiador e epistológrafo. 

Teve como mestres Quintiliano e Nicetas de Esmirna.

É conhecida a sua atividade literária pelas obras como as Cartas, que foram escritas durante o seu consulado na Bitínia.

Nelas encontram-se as melhores descrições da vida quotidiana (política, social, etc) da Roma do período imperial. 

Estão agrupadas em 10 livros, e o décimo é dedicado ao cristianismo, sendo, assim, um dos primeiros documentos sobre a igreja primitiva.


Bibliografia: 
PRIETO, M.ª Helena Ureña, (2006), "Plínio-o-Moço", Dicionário de Literatura Latina. Lisboa: Verbo, pp. 268-270.


segunda-feira, junho 01, 2009

Literatura Grega

Ἐννέα τὰς Μούσας φασίν τινες· ὡς ὀλιγώρως·
ἡνίδε καὶ Σαπφὼ Λεσβόθεν ἡ δεκάτη.

[Platão], AP 9.506

Tradução:
Nove são as musas, dizem alguns; que descuidados!
Vejam, Safo de Lesbos é a décima.

Línguas Clássicas


http://www.ac-nancy-metz.fr/enseign/lettres/languesanciennes/

Provérbios sobre o amor

A quem corre uma noite fria para me encontrar, muito amor tenho que lhe dar.
Amor a ninguém dá honra, e a muitos dá dor.
Amor ausente, amor para sempre.
Amor com amor se paga e com desdém se apaga.
Amor de praia fica enterrado na areia.
Amor forasteiro, amor passageiro.
Amor sem vintém não governa ninguém.
Amor verdadeiro não envelhece.
Amor, amor, princípio mau, fim pior.
Amores zangados, amores dobrados.
Antes pouco com amor que muito com rigor.
De amor se vive, de amor se morre.
Feliz ao jogo, infeliz aos amores.
Lua de Janeiro e amor primeiro.
Mãos frias, coração quente, amor ardente.
Não há mal que sempre dure, nem amor que não perdure.
O amor é cego e a amizade fecha os olhos.
O amor é como a lua, quando não cresce mingua.
Por mais que o amor se encubra, mal se dissimula.
Quem casa por amores, maus dias, noites piores.
Quem casa por amores, sempre vive com dores.
Quem dorme com os olhos Abertos, não tem amores certos.
Um dia segue outro, como um amor faz esquecer outro.

segunda-feira, abril 13, 2009

Música: Diana Krall

The look of love is in your eyes
A look your smile can't disguise
The look of love is saying so much more than just words could ever say
And what my heart has heard, well it takes my breath away

I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you

You've got the
Look of love, it's on your face
A look that time can't erase
Be mine tonight, let this be just the start of so many nights like this
Let's take a lover's vow and then seal it with a kiss

I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you
Don't ever go
Don't ever go
I love you so




domingo, fevereiro 15, 2009

Poema: O Lugar do Amor

Voltamos sempre ao local do crime e ao lugar
do amor: um lugar quente que nos acolhe pela vida
fora, pela vida dentro, queremos voltar: a cozinha
do tamanho da casa, o fogão crepitava como
lareira acesa todo o dia, a mesa ao centro e nós
à volta correndo, aceitando o que nos davam,
apanhando o que queríamos. Ah, os risos na cozinha,
as vozes atarefadas, os braços das mulheres os filhos
pequenos que andavam por ali, os filhos dos outros
que entravam porque estava quente, havia comida
e as brincadeiras eram uma carícia nas suas vidas:
todos nos criávamos por ali, a cozinha criava-nos,
um avental limpava-nos as mãos, a azáfama
aquecia a alma, as correrias coravam-nos as faces
e de nada tínhamos fome. Era um bulício
que durava até à noite, a noite das mulheres acesas
até altas horas. Dormíamos no doce afago dos pais,
os outros onde a vida deixa. Amassava-se o pão
no nosso sono. Todos nos criámos por ali: a cozinha
era o lugar do amor: amassar o pão com a poesia.

                                          BRANCO, Rosa Alice. (2002). "Soletrar o dia".
                                          In Obra Poética.

Poema: Se me escolheres

Se me escolheres
Me quiseres como te quero
Se pegares em mim
E me guardares
Protege-me
E abriga-me
Não me deixes fugir
Não me largues
E faz-me tua
Faz-me tão tua
E única
E diferente de todos…
Se me escolheres
Me quiseres como te quero
Ama-me sempre
Sem mentira
Sem medo
Sem vontade de fugir
Com vontade de querer
E com desejo
De viver, rir
Crescer…E faz de nós
UmTão forte, grande
Único
Como a escolha feita
De nos querermos
Neste para sempre
Que é só nosso
Agora…

                            FERRO, Mª Ana. (2007). Vinho, Velas e Valquírias
                            D.G. Edições

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Poema: Anúncios Publicitários

Folha de papel

Procuro arrumador de palavras
Para estacionamento criativo.
_______________________
Solução certa procura
Um problema à sua altura
Com quem possa partilhar
Uma vida sem incógnitas.

                          Teresa Guedes, Em Branco, Ed. Caminho

domingo, janeiro 18, 2009

Poema: Esquerdireita

À esquerda da minoria da direita a maioria
do centro espia a minoria
da maioria de esquerda
pronta a somar-se a ela
para a minimizar
numa centrista maioria
mas a esquerda esquerda não deixa.
Está à espreita
de uma direita, a extrema,
que objectivamente é aliada
da extrema-esquerda.


Entretanto
extra-parlamentar (quase)
o Poder Popular
vai-se reactivar, se…


Das cúpulas (pfff!) nem vale a pena
falar, que hão-de
pular!


Quanto à maioria da esquerda
ficará ― se ficar ― para outro poema.

                                                     Alexandre O'Neill, "A Luta", Poesias Completas

Poema: O cigarro e a cigarra

Casei um cigarro
com uma cigarra
fizeram os dois
tremenda algazarra.

porque o cigarro
não sabe cantar
e a cigarra
detesta fumar.

Não digam que errei
(mania antipática)
só cumpri a lei
que manda a gramática.

                                                 Luísa Ducla Soares, Manuel António Pina, O Inventão
Poemas da Mentira e da Verdade

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Os direitos do leitor!

A minha edição de Daniel Pennac, (2002), Como um Romance, Trad. Francisco Paiva Boléo, Asa/FNAC.








Uma ilustração numa espécie de BD de Daniel Pennac.


quinta-feira, janeiro 08, 2009

Dia de Reis!

Adoratio  Magorum

2. Cum natus esset Iesus, in Bethlehem Iudaeae in diebus Herodis regis, ecce magi ab oriente venerunt Hierosolyman dicentes: Ubi est, qui natus est, rex Idaeorum? Vidimus enim stellam eius in oriente et venimus adorare eum. Audiens autem Herodes rex turbatus est et omnis Hierosolyma cum illo, et congregans omnes principes sacerdotum et scribas populi, sciscitabatur ab eis ubi Christus nasceretur. At illi dixerunt ei: "In Bethlehem Iudaeae. Sic enim scriptum est per prophetam: "Et tu, Bethlehem terra Iudae, nequaquam minima es in principibus Iudae; ex te enim exiet dux, qui reget populum meum Israel"

Tunc Herodes, clam vocatis Magis, diligenter didicit ab eis tempus stellae, quae apparuit eis; et mittens illos in Bethlehem dixit: "Ite et interrogate diligenter de puero; et cum inveneritis, renuntiate mihi, ut ego veniens adorem eum". Qui cum audissent regem, abierunt. Et ecce stella, quam viderant in oriente, antecedebat eos, usque dum veniens staret supra, ubi erat puer. Videntes aut stella gavisi sunt gaudio magno valde. Et intrantes domum viderunt puerum cum Maria matre eius, et procidentes adoraverum eum; et apertis thesauris suis, obtulerunt ei munera, aurum et thus et myrrham. Et responso accepto in somnis, ne redirent ad Herodem, per aliam viam reversi sunt in regionem suam.
                                                                                                         
                                                                                Evangelium Secundum Matthaeum, 2, 1-12


Tradução: Adoração dos Magos


2. Depois de Jesus ter nascido, naqueles dias os Judeus em [na direção de] Belém do soberano Herodes, eis que os magos vieram de oriente para Jerusalém dizendo: Onde está, o que nasceu, o rei dos Judeus? Vimos, pois, a estrela dele em oriente e viemos adorá-lo. Ouvindo, porém, o rei Herodes que ficou agitado não só com ele toda a Jerusalém,  reunindo todos os sumos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde Cristo teria nascido. Mas com efeito eles disseram-lhe: "Em [na direção de] Belém da Judeia. Assim, na verdade, foi escrito pelo (através) profeta: "e tu, Belém terra (região) da Judeia, de modo algum és a menor de entre os impérios (cidades) da Judeia; seguramente emergirá de ti um mestre, que conduzirá (governará) o meu povo em Israel".

Então Herodes, convocados os Magos em segredo, investigou cuidadosamente o tempo da estrela sobre eles, que lhes apareceu; e enviando-os para Belém disse: "Ide e perguntai diligentemente sobre o menino; e quando encontrares, anunciai-me, porque eu venho adorá-lo". Depois que aqueles ouvissem o rei, afastaram-se. E eis a estrela que viram a oriente, precedia-os, enquanto resolveram permanecer até mais tempo. Ou então vendo a estrela, regozijaram-se certamente com grande alegria. E entrando em casa o menino com a sua mãe Maria, e avançando adoraram-no; e depois de mostradas (expostas) as suas ofertas, ofereceram-lhes os presentes, ouro e incenso e mirra. E recebida a mensagem em sonhos, para não regressarem junto de Herodes, regressarem à sua região por outro caminho.




L'Adoration des Mages, Peter Paul Rubens (1660)


quinta-feira, janeiro 01, 2009

ORIGEM DO ANO NOVO!

JANO: o deus das duas faces

Fonte: Deus Jano



A expressão "Ano Novo" significa o primeiro dia do ano, ou seja, o dia 1 de janeiro.

Esta festividade é comemorada desde os calendários babilónicos (3000 a.C.), as festas de Zakmuk, até ao calendário gregoriano (1582). 

Depois disso, outros povos seguiram a tradições festivas: a Purim, dos Judeus, a Cronos, dos Gregos, as Saturnais, dos Romanos e o Carnaval que conhecemos nos tempos modernos.

A ascensão do Sol no solstício hiemal parece ter dado origem a todas estas tradições. Entre os Romanos era comum a troca de presentes (strenae), costume que deve estar na origem da tradição em França (presentes: étrennes).



Bibliografia:
AAVV, (2004), "Dia (de Ano Novo)", in Grande Enciclopédia Universal. Lisboa: Durclub, S.A., p. 4312.

Língua Latina: adjetivos de 1.ª classe

Apresenta-se um breve texto poético, que me parece adequado para o estudo dos adjetivos da 1.ª classe e na unidade 1- Os mitos Greco-Latinos...